Matemos no Abrigo Anália Franco o projeto Polo de Prevenção à Violência Doméstica e Sexual, trabalhando as questões da prevenção à Violência Domestica e Sexual junto às famílias dos abrigados. Hoje são 22 abrigados entre crianças e adolescentes, nossa menor tem dois anos e o mais velho 17 anos. Trabalhamos a equipe, cuidando da sua formação de forma que tenho um novo olhar de respeito a cada atendido e a cada família que é acolhida no Abrigo.

Procuramos expandir esse trabalho também junto as famílias moradoras em favelas e cortiços atendidas pelo Gotas de Flor, através de palestras e visitas, contribuindo para a diminuição da Violência junto as comunidades atendidas.

Abaixo resumo da palestra proferida por Denise Robles, junto a reunião da Teia – UBS Jardim Aeroporto em junho de 2011.

Violência Doméstica e Sexual

Qualquer ato, omissão ou conduta que serve para infligir dor física, sexual ou mental, direta ou indiretamente, por meio de enganos, ameaças ou qualquer outro meio, a qualquer pessoa.

Toda pessoa independente de nacionalidade, raça, credo, idade, possui os mesmos direitos, incluindo os direitos relacionados à sexualidade, reafirmamos que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento, o que lhes atribui absoluta prioridade, garantida por lei.

Como abordar a vítima de violência

  • Contato físico pode facilitar o sentimento de confiança, apoio e acolhimento, com o consentimento da criança.
  • Algumas vezes a criança pode sentir-se invadida ou ter medo de proximidade física.
  • Não faça questionamentos agressivos, rudes, em voz alta, como se a criança fosse culpada pelo que aconteceu.
  • Aproxime com carinho, cuidado, paciência e atenção, respeitando os sentimentos dela.
  • Faça o mínimo de perguntas possível, buscando não induzir a fala da criança, permitindo que ela se expresse a sua própria maneira, com suas palavras.
  • Valorize o fato da criança ou adolescente conseguir falar, de maneira a permitir que ela sinta-se acolhida e perceba que pode receber ajuda.
  • Explique que será necessário buscar ajuda para ela e sua família junto a outros profissionais para que ela seja protegida e todos sejam cuidados.
  • Evite que o relato seja conhecido por muitas pessoas, evitando estigmatização da criança e do adolescente

Dentro dos direitos sexuais, em especial com referência a criança e adolescentes ressaltamos o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma saudável, segura e protegida. A base para o desenvolvimento de uma sexualidade saudável, em especial na vida adulta esta na infância, o que implica trazendo consequências negativas para o desenvolvimento global do ser humano, por estar relacionada a diferentes áreas da vida, de cada indivíduo.

Atos abusivos

  • Exibicionismo – Presenciar relações sexuais, exibir às criança ou adolescente órgãos sexuais, masturbação
  • Voyerismo – Prazer sexual pela observação de atos ou órgãos sexuais de outras pessoas
  • Relação Sexual – Manter relação sexual com criança ou adolescente, seja vaginal, anal ou oral, incluso estupro
  • Carícias – Manipulação do corpo da criança ou adolescente, ou fazendo com que ela manipule o corpo do adulto.
  • Falas obscenas – Fala sobre situações sexuais explícitas, palavras ou frases sexualizadas
  • Material pornográfico – Expor a criança ou adolescente a vídeos ou fotos pornográficas ou para produção de vídeos